quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cap. II - "Matthew Henry" .

Nem sempre quando eu conversava com alguem, eu me sentia tão bem quanto eu conversava com minha melhor amiga, Joana Hastrev. Ela era da minha classe, tinha a minha idade, e um mesm sonho: Sair daquela cidadezinha minúcula, e ser alguém mais interessante. Ela me botava pra cima sempre que eu precisava, e sempre estava ao meu lado pra tudo. Ela gostava de um carinha da classe, Matthew Henry, no qual eu odiava. Só nisso que a gente não dava muito certo. Ela o adorava, e eu não o aturava. Eu não brigava com ela quando ela falava dele pra mim, mas eu não me sentia bem ouvindo aquelas coisas.
Além de conversar com minha BFF, eu adorava tocar volão, não havia nada que me deixava mais tranquila. Minha família falava que se eu investisse na carreira de cantora, eu iria me dar bem, mas eu nunca acreditei muito em mim, sempre me subestimei. E não sabia que as oportunidades, pra quem quer, podem vir mais rápido do que pensa.
Estava de manhã, dentro da sala de aula, reparando o que os alunos faziam. E eu olhava para o rosto da Joana, e a via suspirar pelo Matth, ela simplesmente não sabia o que fazia, e eu preferia que ela não estivesse sobria. No intervalo, um amigo dele veio falar comigo:

- O Matthew tá querendo falar com a Joana, cadê ela?
- Não sei, deve estar no toalete. - respondi surpresa.

Eu não fazia idéia do que ele queria com ela, mas suspeitava de alguma coisa.

to be continue...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cap. I - "Existir" .

Eu odiava morar naquela cidade pequena, eu via as mesmas pessoas todos os dias, tinha sempre os mesmos amigos, e nunca conhecia pessoas novas, e diferentes. Era tudo muito normal, eu acordava, ia para o colégio 'Sunford' e voltava para a casa na rua 16, na cidade de New Bridge. Nunca pensei em mudar totalmente o rumo da minha vida, eu pesava realmente que viveria como os meus pais, simples, em uma cidadezinha qualquer do interior.
De uma certa forma, era bom morar ali, porque eu era livre. Pra nada. Não havia se quer nada pra fazer naquele canto. Éramos todos iguais. Andávamos, sempre, todos iguais.
Eu tinha 14 anos, era louca por um astro nacional, sabia tudo sobre a vida dele, e achava horrível nunca ter visto ele pessoalmente. Eu pensava que aquilo era o maior amor que podia sentir por alguém, ou ainda penso. Todos me enchiam porque eu gostava de alguém que nem sabia que eu existia, não sabia o meu nome, e nem fazia ideia da metade do amor que eu tinha dentro de mim. Eu realmente não sabia como parar de gostar de uma pessoa assim. Era totalmente confuso, porque talvez, a imagem que eu tinha dele, não fosse a verdadeira imagem que ele tinha. Já era hora de esquecer dele, quando eu descobri que ele viria com sua banda para uma cidade perto de New Bridge. Fique hiper-feliz, nada me tirava a intensa alegria que havia dentro de mim, meus olhos enchiam de lágrimas, e finalmente, eu realizaria o meu maior sonho, eu iria vê-lo em menos de 2 meses.

to be continue...